Governador da Califórnia alerta tribunais sobre risco de interferência eleitoral
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, instou os tribunais federais a se manterem vigilantes contra eventuais manobras da gestão do presidente Donald Trump voltadas à apreensão de sufrágios no pleito legislativo de meio de mandato. A mensagem foi encaminhada aos magistrados no contexto do litígio travado pelo estado contra a administração central, que cobrou o acesso a cadastros locais sob a justificativa de apurar a participação de estrangeiros não naturalizados no sistema eleitoral.
Batalha judicial e decisões recentes
Na sexta-feira anterior, uma corte de apelação americana negou uma solicitação do governo federal, cenário que abre margem para que o caso chegue à Suprema Corte dos Estados Unidos. Em paralelo, um magistrado federal determinou que o Departamento de Justiça interrompa as intimações judiciais direcionadas a gestores eleitorais da Califórnia que se opuseram a atender às diretrizes federais sobre o pleito.
Apreensão de cédulas e materiais
No documento enviado aos juízes, o líder estadual destacou o temor de ações invasivas por parte de órgãos federais antes da validação oficial dos resultados.
“Considerando a persistência do Departamento de Justiça dos Estados Unidos em promover essa teoria infundada de responsabilidade criminal, tenho sérias preocupações de que agentes federais busquem mandados de busca para apreender cédulas e materiais eleitorais antes da certificação dos resultados das eleições”, escreveu Newsom.
O governador apontou ainda que a emissão de tais ordens de busca teria como único propósito atrapalhar a contagem legal dos votos e na certificação dos resultados da eleição pelo estado.
Divergências sobre o cadastro eleitoral
Enquanto a Constituição norte-americana delega aos estados a condução dos processos eleitorais, a administração federal sustenta que mais de 20 mil estrangeiros sem cidadania constam nos registros de eleitores californianos. Contudo, tanto a administração estadual quanto analistas colocam em dúvida a precisão dessas informações, visto que o órgão federal não especificou quantos indivíduos da listagem efetivamente compareceram às urnas.
Argumentando que as acusações se fundamentam em dados suspeitos, as autoridades da Califórnia alertaram que ceder às pressões federais poderia culminar na exclusão indevida de cidadãos aptos a votar.



