31/10/2026

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Rio de Janeiro tem alta expressiva e registra 74 casos de mpox em dois meses

A capital fluminense contabilizou 74 diagnósticos de mpox nos últimos dois meses, um volume sete vezes superior ao verificado no mesmo intervalo do ano anterior.

Observatório Epidemiológico municipal De acordo com levantamento divulgado pelo Observatório Epidemiológico do município, o mês de setembro concentrou o maior volume de infectados, somando 45 confirmações. Já em outubro, foram contabilizadas outras 29 ocorrências da enfermidade. No mesmo bimestre, o cenário anterior apontava apenas dez registros.

Sintomas e transmissão do vírus A patologia é uma infecção viral provocada por um agente do gênero Orthopoxvirus, sendo transmitida essencialmente por meio de contato próximo e prolongado com secreções respiratórias, fluidos corporais e lesões cutâneas, além da possibilidade de contágio durante relações sexuais. Os sinais clínicos mais frequentes englobam febre, dores pelo corpo, mal-estar geral, inchaço nos gânglios e o surgimento de feridas na pele que progridem até a cicatrização.

Diretrizes da imunização Segundo orientações do Ministério da Saúde, a aplicação do imunizante antes da exposição ao patógeno foca em grupos com maior probabilidade de desenvolver complicações graves, abrangendo mulheres transexuais, travestis e homens cisgêneros com 18 anos ou mais que convivem com o HIV, além de profissionais de laboratório que lidam diretamente com o agente infeccioso e possuem entre 18 e 49 anos de idade.

A estratégia de prevenção e controle O esquema de vacinação contempla ainda indivíduos que tiveram exposição a fluidos de casos suspeitos ou confirmados, classificados pela Organização Mundial da Saúde como de médio ou alto risco. A dose costuma ser aplicada no prazo de até quatro dias após a exposição ou em até duas semanas na ausência de sintomas aparentes, auxiliando na contenção da propagação do vírus.