Ateliê de noivas em São Paulo fecha as portas após protestos
O ateliê de vestidos de noiva My Vintage Dress, situado em bairro nobre de São Paulo, anunciou o encerramento definitivo de suas atividades após enfrentar uma grave crise financeira que resultou em manifestações públicas de clientes no início de setembro.
Crise financeira e fim das operações
A marca informou por meio de comunicado oficial que o encerramento ocorreu devido a restrições severas de infraestrutura e orçamento. Inicialmente, a gestão havia anunciado apenas a paralisação temporária da confecção das peças.
Atualmente, a empresa declarou que especialistas estão calculando os reflexos da decisão e as dívidas pendentes, recomendando que as consumidoras prejudicadas busquem atendimento diretamente com o advogado de defesa.
Protestos e acusações de estelionato
No dia primeiro de setembro, dezenas de consumidoras realizaram um ato de protesto em frente ao estabelecimento, situado na rua Fradique Coutinho, no bairro de Pinheiros, zona Oeste da capital paulista. As mulheres afirmavam que não obtinham satisfações sobre o paradeiro de suas roupas e que os prazos de entrega não foram cumpridos.
Relatos indicam que a marca cancelava agendamentos de provas, omitia informações sobre o andamento da confecção e falhava em cumprir as datas combinadas, sem prestar qualquer justificativa oficial.
Investigação policial e ação de despejo
A Secretaria de Segurança Pública registrou boletins de ocorrência sob a tipificação de estelionato, enquanto os órgãos competentes analisavam os episódios para definir as providências legais.
Além das acusações criminais, o local enfrentava uma ação de despejo protocolada em 3 de setembro na 2ª Vara Cível do Foro Regional de Pinheiros, motivada pelo não pagamento de IPTU.
Defesa e desdobramentos
Em depoimento prestado em 4 de setembro acerca das acusações de estelionato, a proprietária Camila Rossi alegou que teria sofrido um golpe no valor de R$ 1 milhão e por isso teria interrompido a produção e enfrentava dificuldades.
Até o momento, a defesa não respondeu aos contatos para esclarecer a quantidade exata de consumidoras que continuam sem os trajes ou sem o reembolso dos valores investidos, mantendo o canal aberto para manifestações.



