31/10/2026

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Polícia investiga esquema de venda de dados de falecidos para funerárias em SP

A Polícia Civil de São Paulo está investigando uma rede criminosa suspeita de comercializar informações confidenciais de óbitos para agências funerárias. A apuração aponta que o objetivo era contatar parentes enlutados logo após o falecimento para empurrar pacotes de serviços com valores abusivos.

Como funcionava o esquema de vazamento

Os dados eram extraídos de forma clandestina de hospitais da rede privada, do Instituto Médico Legal (IML) e do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO). O caso é investigado sob suspeita de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e quebra de sigilo.

Alvos da Operação Luctus

A segunda etapa da Operação Luctus mobilizou o cumprimento de 21 mandados de busca e apreensão. Os alvos incluíram a SP Regula, uma delegacia policial, um escritório contábil e diferentes agências do setor funerário, atingindo um policial civil, um funcionário da prefeitura e empresários.

A ofensiva ocorreu através de uma força-tarefa entre a Polícia Civil, por intermédio da Corregedoria-Geral, a administração municipal e a Controladoria-Geral do Município. Um policial civil acabou sofrendo o afastamento de suas funções oficiais.

Apreensões e próximos passos

Durante as diligências, as autoridades recolheram 15 telefones celulares, cinco notebooks, dois tablets, um HD externo, uma CPU, um pen drive, um alto-falante inteligente, papéis, um relógio, quatro máquinas de cartão, cheques, espécie e divisas estrangeiras. O material apreendido ainda engloba oito armas, dois carros e uma lancha, que passarão por perícia técnica.

A apuração tenta entender as falhas de segurança que permitiam o vazamento das informações sensíveis, além de mirar a lavagem de dinheiro e o envolvimento de agentes públicos. A Secretaria de Segurança Pública informou que nenhum mandado de prisão foi cumprido nesta etapa.

Em nota, a funerária Velar afirmou que tomou conhecimento da operação pela imprensa e que ainda não teve acesso aos autos da investigação nem à decisão judicial. A empresa declarou repudiar práticas ilegais, reafirmou seu compromisso com a conduta ética e o respeito às famílias e disse estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

A Polícia Civil do Estado de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo afirmaram em nota que reafirmam seu compromisso com a apuração rigorosa de qualquer irregularidade na administração pública.