29/10/2026

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Justiça americana proíbe FBI e ICE de fiscalizarem eleições de meio de mandato

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos garantiu na noite de quarta-feira (28) que funcionários e agentes do FBI (Departamento Federal de Investigação, em inglês) e do ICE (Serviço de Imigração e Alfändega) não vão atuar como fiscais durante as eleições de meio mandato.

Regras de atuação para os fiscais eleitorais De acordo com um documento protocolado em um processo na Justiça federal, os fiscais encarregados da observação não vão exercer funções de agentes da lei no monitoramento. A atuação deles será restrita à observação dos locais de votação e à realização de anotações, sendo terminantemente proibido o porte de armas de fogo.

O órgão governamental destacou ainda que os fiscais passaram por capacitação específica para evitar qualquer tipo de interferência no processo de votação, respeitando rigorosamente as legislações estaduais e municipais, seguindo um padrão já adotado em pleitos anteriores.

Ação movida pela NAACP e postura do governo Trump A manifestação do governo americano surgiu em resposta a uma ação judicial protocolada pela NAACP — organização de direitos civis voltada à defesa da justiça racial e dos direitos da população negra nos EUA. A entidade alegava que a estratégia pretendida pela gestão de Donald Trump representava uma manobra para intimidar o eleitorado.

Enquanto a administração federal intensificou o rigor na supervisão dos pleitos, exigindo registros de eleitores dos estados sob a justificativa de fortalecer a lisura e a confiança pública, servidores de outras divisões federais, como a DEA e o ATF, continuam integrando a força de fiscalização, reforçando o debate sobre os limites da intervenção federal nas votações.