29/10/2026

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Incêndio em laboratório nuclear nos EUA gera alerta máximo

Uma ocorrência em um laboratório situado na Carolina do Sul, parte de um importante polo produtor de materiais para arsenais atômicos nos Estados Unidos, mobilizou equipes de prontidão após o registro de chamas na unidade. As chamas foram controladas e órgãos oficiais confirmaram a ausência de vazamentos radioativos para o exterior das barreiras físicas.

Alerta e mobilização na Carolina do Sul

A situação de perigo no Laboratório Nacional de Savannah River, situado nas imediações da cidade de Aiken, teve início às 17h39 de quarta-feira (28), no horário local. O espaço está inserido no vasto Savannah River Site, sob a tutela direta do Departamento de Energia dos Estados Unidos.

Como medida preventiva imediata, o fluxo de veículos nos acessos ao perímetro foi paralisado, enquanto o trânsito por vias férreas, rios e rotas aéreas na circunvizinhança sofreu restrições temporárias.

Normalização e controle da ocorrência

Com a evolução positiva dos trabalhos de contenção, novas diretrizes foram emitidas pelas equipes de resposta. Às 21h18, foi comunicado que não havia “emergências operacionais nem atrasos programados” no local, permitindo a liberação das guaritas de acesso. O encerramento oficial do protocolo de perigo ocorreu às 21h45, com a liberação para o retorno dos trabalhadores escalados para os horários seguintes.

Durante o pico da ocorrência, pessoas que exerciam funções nos setores atingidos receberam orientações para se manterem recolhidas “por precaução”, salvo aqueles dedicados diretamente aos trabalhos de contenção ou ao desligamento de sistemas.

Histórico e relevância estratégica do local

O Savannah River Site engloba tanto a divisão laboratorial quanto estruturas voltadas à defesa, estas subordinadas à Administração Nacional de Segurança Nuclear (NNSA). A gestão operacional é dividida entre companhias privadas, empregando mais de 13 mil colaboradores entre servidores federais e contratados.

Erguido na década de 1950 com o propósito original de fabricar plutônio e trítio para o arsenal militar americano, o local mantém a síntese de trítio, além de gerenciar combustível nuclear usado e custodiar reservas de urânio e plutônio. A zona específica atingida pelo fogo dedica-se essencialmente a atividades de pesquisa, distando da escala industrial de manipulação de substâncias atômicas.

O complexo também desempenha papel fundamental nos planos de reestruturação do programa bélico norte-americano. Recentemente, a NNSA chancelou o avanço das obras civis para uma nova fábrica voltada à confecção de núcleos de plutônio, essenciais para ogivas modernas, em um empreendimento estimado em US$ 23,5 bilhões.