Donald Trump aprova entrada de Flávio Bolsonaro nos EUA e critica pleito brasileiro
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (28) que teria autorizado a ida do senador Flávio Bolsonaro (PL) para território norte-americano e voltou a fazer duras críticas ao pleito presidencial no Brasil, classificando o processo como “terrível”.
O aval da Casa Branca e a chegada aos EUA
Questionado por um repórter na madrugada, o líder americano defendeu o parlamentar brasileiro. “Bem, eu teria aprovado. Acho que são boas pessoas”, disse Trump. O republicano também qualificou o pleito como “muito estranha, e achei que foi terrível. Recebeu avaliações ruins. Veja só o que aconteceu com o mercado deles”.
A declaração ocorreu logo após um assessor confirmar à imprensa internacional que o governo americano permitiu a entrada do senador após a derrota eleitoral. Um confidente próximo a Flávio relatou que o político temia uma prisão no Brasil, já que é alvo de investigações por lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas. O desembarque em solo americano ocorreu na companhia da esposa e das filhas, sem confirmação de um contato telefônico prévio entre Trump e os Bolsonaro.
A ordem de apreensão de passaportes e a saída do país
A partida para o exterior aconteceu na sequência de uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), exigindo a entrega dos documentos de viagem até as 11h da última terça-feira (27), após um alerta da Polícia Federal sobre o risco de evasão. Como o prazo foi descumprido, a corporação invalidou tanto o passaporte comum quanto o diplomático, inserindo restrições nos sistemas migratórios globais. O temor dos investigadores foi intensificado por declarações anteriores do irmão do senador, Eduardo Bolsonaro, que havia defendido sua saída do país em caso de derrota nas urnas.
A reação do governo brasileiro
Do Palácio da Alvorada, durante a comemoração de seu aniversário de 81 anos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repudiou duramente a atitude do parlamentar opositor.
“Fico imaginando o que tem na consciência um cidadão que acabou de perder as eleições e foge do seu país. […] Quem não deve, não teme. O cidadão que sai escondido desse país deve alguma coisa. E não vá dizer que não há democracia”, afirmou o petista.
Lula ainda relembrou sua própria trajetória diante de derrotas passadas e investigações, contrastando sua postura com a do adversário. “Quando pediram meu passaporte, eu entreguei. E ele deveria ter entregado. Mas infelizmente a família Bolsonaro é isso. O Brasil é a segunda pátria deles, a primeira é a devoção aos Estados Unidos”, concluiu.



