Suplente de Flávio Bolsonaro que votou em Lula pode assumir vaga no Senado
A possível ida definitiva de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos colocou o primeiro suplente do parlamentar, Paulo Marinho, no centro das atenções políticas do país devido à chance de herdar a cadeira no Senado Federal.
Ruptura política e histórico familiar Empresário e antigo aliado do clã bolsonarista, Marinho foi eleito suplente em 2018 e chegou a ceder a própria residência, localizada no bairro do Jardim Botânico, na zona sul carioca, para servir como quartel-general da campanha eleitoral de Jair Bolsonaro. Contudo, a aliança foi desfeita publicamente em maio de 2020.
Nesse período, o empresário revelou detalhes sobre o vazamento de informações da Operação Furna da Onça e declarou voto no atual chefe do Executivo nas eleições de 2022. No histórico profissional, atuou no mercado financeiro, na indústria naval e em veículos de comunicação, além de ser pai do humorista André Marinho e da cantora Giulia Be.
Regras constitucionais para a posse Apesar da repercussão internacional da viagem do senador, a substituição no cargo não ocorre de forma automática por determinação da Constituição Federal. A convocação de um suplente depende de situações específicas, como morte, renúncia, cassação do titular ou licença superior a 120 dias, sendo que o mandato atual se encerra em fevereiro de 2027.
Até o momento da publicação desta reportagem, nenhum pedido formal de renúncia ou de afastamento foi protocolado pelo parlamentar no Senado.
Investigações e saída do país O senador enfrenta procedimentos investigativos no Supremo Tribunal Federal, incluindo apurações sobre o financiamento de uma produção cinematográfica e suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo um advogado, acusações que a defesa classifica como infundadas. A viagem ao exterior ocorreu após a determinação de entrega de passaportes emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, em meio a temores de uma eventual prisão relatados por aliados.



