29/10/2026

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Deputados do PT cobram prisão preventiva de Flávio Bolsonaro no STF

Um grupo de parlamentares do Partido dos Trabalhadores protocolou nesta terça-feira (27) uma petição junto ao ministro Alexandre degetProgress Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a prisão preventiva do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A representação, assinada pelos deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG), além da deputada eleita Ana Elisa Santos (PT-MG), também requer a inclusão do nome do parlamentar no alerta vermelho da Interpol, caso o mandado seja emitido.

Investigações e alvos da petição O documento protocolado pelos congressistas faz menção a duas frentes de investigação distintas que envolvem o parlamentar por suspeitas de lavagem de dinheiro. Um dos inquéritos apura o financiamento da produção cinematográfica do filme “Dark Horse”, com conexões apontadas no escândalo do Banco Master. A segunda apuração examina a proximidade entre o senador e o advogado Willer Tomaz, que também figura como investigado no contexto do caso envolvendo o INSS.

Diante do cenário, a petição exige que a defesa do político revele imediatamente o seu paradeiro atual. Os autores do pedido também cobram uma manifestação urgente por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR). Além disso, o texto requer articulação diplomática com a Argentina para o rastreamento de registros de passageiros de voos e a identificação do contratante de um jato particular citado em reportagens recentes que fundamentam a medida jurídica.

Movimentações e cancelamento de documentos A motivação central para o pedido de prisão baseia-se na suposta desobediência à determinação judicial para a entrega de documentos de viagem e no receio de evasão do território nacional. Aliados próximos à família informaram que o parlamentar teria partido do Brasil com destino aos Estados Unidos na companhia da esposa e das duas filhas durante a madrugada, impulsionado pelo receio de uma custódia iminente. Até o momento, o trajeto exato do deslocamento não foi verificado de forma oficial.

Em paralelo, a Polícia Federal procedeu com o cancelamento dos passaportes comum e diplomático do senador ao meio-dia, logo após o encerramento do prazo estipulado para a devolução voluntária, que venceu às 11h. A corporação informou que repassará o descumprimento da determinação diretamente ao gabinete do ministro relator. Representantes da defesa argumentaram que havia um acerto prévio para o recolhimento dos papéis pela manhã, porém não obtiveram sucesso nas tentativas de contato com o cliente.

Apuração internacional e defesa O governo brasileiro entrou em contato com autoridades argentinas mais cedo para verificar a eventual passagem do político pelo país vizinho. O Ministério da Segurança da Argentina desmentiu formalmente a entrada ou qualquer pedido de ingresso em solo argentino em nome do senador.

Na segunda-feira (26), o senador afirmou que nunca pensou em deixar o Brasil e que entregaria os passaportes. Ele nega irregularidades nas investigações.