29/10/2026

1000x250
previous arrow
next arrow

Boi gordo dispara na B3 e contrato futuro chega perto de R$ 400 por arroba

O mercado futuro de carne bovina na B3 registrou forte valorização nesta terça-feira (27), com o contrato para novembro de 2026 atingindo o valor recorde de R$ 399,75 por arroba na máxima do dia.

Recordes na bolsa e no mercado físico

A nova cotação supera o patamar histórico anterior, que era de R$ 399,40 por arroba, registrado em 13 de outubro. Durante a sessão, o vencimento avançou R$ 2,60 e acumulou alta de 1,94% em apenas dois pregões. Desde a mínima de R$ 343,40 observada em 17 de março, a valorização acumulada chega a 16,4%, impulsionada por patamares históricos também no mercado físico.

O indicador Cepea/Esalq em São Paulo alcançou R$ 381,40 por arroba na segunda-feira (26), marcando o maior valor nominal da série histórica iniciada em 1994. Já o índice Datagro fechou cotado a R$ 382,42 por arroba na sexta-feira (23), servindo de referência para a liquidação dos contratos futuros.

Expectativa de oferta restrita

De acordo com a Terra Mesa Agro, a alta generalizada reflete a expectativa de disponibilidade limitada de bovinos terminados até o final do ano. Entre os principais motivos estão as escalas de abate curtas, a retenção de fêmeas e animais para recria, os custos elevados de reposição e o ritmo acelerado nas exportações de bovinos vivos.

Essa pressão compradora ocorre apesar da desaceleração nas vendas externas de carne bovina para a China. O esgotamento da cota de importação destinada ao Brasil gerou uma sobretaxa de 55% que, somada à tarifa padrão de 12%, elevou a tributação total das exportações para 67%.

Projeções para os próximos meses

Os demais vencimentos negociados na bolsa também operam em patamares elevados. O contrato de dezembro de 2026 era negociado a R$ 398,80 por arroba, enquanto janeiro de 2027 chegou a registrar picos de R$ 400,25 no pregão anterior.

A curva de preços futuros permanece praticamente estável entre novembro deste ano e março do próximo, indicando que o mercado não projeta alívio na oferta a curto prazo. Resta agora acompanhar se o consumo interno, impulsionado pelas festas de fim de ano, conseguirá absorver os patamares recordes da proteína no varejo.