Refinaria de Ras Tanura é alvo de míssil balístico disparado por houthis
Os rebeldes houthis do Iêmen, que possuem alinhamento com o Irã, anunciaram nesta terça-feira (27) que realizaram um ataque com um míssil balístico contra a refinaria de petróleo de Ras Tanura, na Arábia Saudita. O complexo afetado é considerado a maior estrutura de processamento de óleo do reino monárquico.
Impacto e repercussão na infraestrutura energética O porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, afirmou que o ataque à refinaria de Ras Tanura provocou um incêndio no complexo, que também inclui um terminal marítimo e está localizado no Golfo, a oeste do estreito de Ormuz. Até o momento da divulgação, as autoridades de governo da Arábia Saudita ainda não haviam confirmado a ocorrência do ataque de maneira oficial.
A estrutura de Ras Tanura tem capacidade para processar 550 mil barris diários e já havia sido paralisada temporariamente nos primeiros meses do conflito contra o Irã, servindo como medida preventiva. Vale destacar que praticamente toda a exportação de óleo cru saudita utiliza dois portos centrais: Ras Tanura, situado no Golfo, e Yanbu, banhado pelo Mar Vermelho, sendo que ambos já sofreram investidas militares anteriores. Agências internacionais relataram que o fogo próximo ao terminal foi controlado.
Ações militares e interceptações na capital Além da refinaria, o grupo iemenita declarou ter atingido duas aeronaves de transporte militar no aeroporto de Najran, além de uma base aérea situada em Khamis Mushait. A defesa civil da capital saudita chegou a disparar brevemente um alerta de ataque aéreo em Riad durante a tarde da mesma terça-feira.
Em contrapartida, a coalizão militar encabeçada pelos sauditas, que atua no Iêmen em defesa do governo reconhecido internacionalmente, informou que conseguiu interceptar e destruir dois mísseis balísticos que tinham como destino a capital Riad.
Esforços diplomáticos e movimentações militares A escalada militar ocorre após o fim de uma trégua que havia sido mediada pela Organização das Nações Unidas no ano de 2022. Paralelamente aos confrontos, representantes da Arábia Saudita, da Turquia e do Paquistão estiveram reunidos em Teerã com autoridades iranianas para buscar alternativas de desescalada na crise regional.
Enquanto isso, o Parlamento egípcio autorizou o envio das Forças Armadas do país para prestar apoio defensivo aos sauditas, caso haja uma solicitação formal, em meio a articulações para um possível pacto de defesa mútua na região.



