Ibovespa futuro desaba 14% após vitória de Lula e juros disparam
O mercado financeiro brasileiro registra forte turbulência no primeiro pregão após o encerramento do processo eleitoral, com o dólar disparando frente ao real e os contratos futuros operando em baixa expressiva.
Impacto nos contratos futuros e na B3
O Ibovespa futuro com vencimento em 16 de dezembro de 2026 chegou a desabar 14,84% nos primeiros negócios, após o último domingo de eleições. Às 09h05, o contrato com vencimento em 16 de dezembro INDZ26 afundava 14,84%, a 177.215 pontos, sinalizando uma abertura bastante negativa no mercado à vista de ações, que abre às 10h.
Essa queda acentuada ocorre também em meio a alterações nos limites inferiores de oscilação diária para todos os vencimentos dos contratos futuros Ibovespa, ampliados para até -20%. O limite inicial para a queda havia sido definido em até -15% mas, diante da volatilidade, foi novamente alterado pela B3 para comportar o pregão volátil.
Disparidade no câmbio e nos juros futuros
No mercado de câmbio, o dólar abriu o primeiro pregão após eleições em disparada ante o real. Às 9h30, a moeda tinha alta de 12,52%, aos R$ 5,60.
Paralelamente, as taxas dos DIs, conhecidos como juros futuros, saltaram de forma expressiva. Os contratos para janeiro de 2021 dispararam 182 pontos-base, para 14,46%. Já para janeiro de 2027, as taxas alcançaram 14%, alta de 54 pontos-base.
As negociações seguem em andamento enquanto os investidores recalculam posições diante do novo cenário político e econômico do país.



