26/10/2026

1000x250
previous arrow
next arrow

Lula derrota Flávio Bolsonaro com margem recorde no segundo turno

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) garantiu a reeleição para a presidência da República no segundo turno do pleito realizado neste domingo (25), superando Flávio Bolsonaro (PL) por uma vantagem de aproximadamente 4,4 milhões de sufrágios.

Crescimento expressivo nas urnas O petista alcançou a marca de 64,2 milhões de apoios, enquanto o adversário bolsonarista registrou cerca de 59,8 milhões. Com esse desempenho, o atual mandatário dobrou a margem de vantagem obtida na disputa anterior contra Jair Bolsonaro em 2022, quando a diferença ficou em 2,1 milhões de votos.

Confronto histórico com o pleito anterior Na votação que ocorreu quatro anos antes, segundo os registros oficiais do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o representante do PT conquistou 60,3 milhões de sufrágios (50,90% dos válidos), superando o então chefe do Executivo, que obteve 58,2 milhões (49,10%).

Evolução entre as etapas da votação Durante a transição da primeira para a segunda etapa deste ano, o candidato vitorioso agregou 10,3 milhões de novos apoios à sua contagem. Em contrapartida, o concorrente do PL somou 3,7 milhões de eleitores adicionais no mesmo intervalo, avançando de 56,1 milhões para os atuais 59,8 milhões, após ter estreado na disputa com 53,8 milhões.

Contestação e precedentes históricos Mesmo diante dos números consolidados, Flávio declarou que não aceitaria o resultado e anunciou que acionará a Justiça eleitoral para tentar invalidar a votação, apontando suposta interferência do ministro Cristiano Zanin, integrante do STF (Supremo Tribunal Federal).

“É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto em que essas coisas aconteceram; vamos pedir anulação dessas eleições“, disse o candidato.

A postura remete ao comportamento de seu pai em 2022, quando Jair Bolsonaro evitou admitir o revés de forma imediata em seu pronunciamento inicial, embora tenha viabilizado a transição governamental após 44 horas, apesar de ter enfrentado uma desvantagem numérica inferior à registrada por seu filho neste pleito.