25/10/2026

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Sigilos, Bolsa Família e Meta dominam reta final da eleição presidencial

A disputa narrativa em torno da quebra de sigilos bancários e telefônicos, os debates sobre os pagamentos do Bolsa Família e o papel da Meta nas redes sociais foram os principais tópicos da última semana de campanha para o segundo turno da eleição presidencial.

Confrontos jurídicos sobre a abertura de sigilos

O embate sobre a divulgação de dados ganhou força após um desafio feito durante debate televisivo. Representantes do PT e do PL formalizaram compromissos para abrir informações de Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, além de dados de familiares e empresas ligadas aos políticos. As procurações foram entregues ao Tribunal Superior Eleitoral, mas os conteúdos não foram tornados públicos de imediato.

O ministro André Mendonça, relator do caso, determinou que não havia necessidade de intervenção judicial ou fiscalização do tribunal sobre desafios de campanha, ressaltando que os próprios candidatos poderiam divulgar as informações desejadas. Na mesma linha, o Ministério Público Eleitoral manifestou-se pela extinção da ação sem análise do mérito por falta de elementos para intervenção da Justiça Eleitoral.

Mudanças e polêmicas no Bolsa Família

O programa social também gerou intensa movimentação após o governo iniciar o pagamento do benefício com reajuste de 15,04%, elevando o valor médio estimado. A antecipação dos depósitos gerou questionamentos, mas o Ministério do Planejamento defendeu a medida como uma precaução diante de possíveis reflexos do fenômeno climático El Niño.

A campanha opositora precisou lidar com desgaste político após declarações sobre regras de transição para beneficiários que conseguissem emprego formal. Diante das críticas, a equipe esclareceu as propostas e negou qualquer intenção de extinguir o programa social.

Atuação da Meta e regulação das redes sociais

A conduta da empresa responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp motivou diversas decisões judiciais. O TSE exigiu relatórios sobre o uso de inteligência artificial e a distribuição de conteúdos políticos, respondendo a acusações de favorecimento feitas pela coligação petista.

A plataforma também foi intimada a detalhar o alcance de publicações de diferentes figuras políticas, sob risco de multas. Enquanto a empresa negou preferência a candidatos e atribuiu o alcance ao engajamento dos usuários, órgãos de fiscalização apontaram falhas na moderação de conteúdos e na aplicação de diretrizes eleitorais.

Com a proximidade da votação, as autorizações de quebra de sigilo permaneceram restritas à Corte Eleitoral, enquanto os questionamentos sobre o ecossistema digital e a condução das campanhas seguiram sob análise da Justiça.