24/10/2026

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Flávio Bolsonaro e Lula batem boca sobre o SUS no último debate

O financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) foi o tema central de um intenso confronto entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro durante o último debate televisivo antes do segundo turno das eleições presidenciais.

O embate sobre a gestão da saúde pública

Lula questionou a escolha do médico Cláudio Lottenberg para assumir o Ministério da Saúde em um eventual governo do adversário, apontando declarações atribuídas ao profissional sobre o financiamento público. O atual presidente cobrou explicações sobre como o concorrente pretende aprimorar o atendimento à população sem realizar a ampliação dos recursos destinados ao setor.

Em sua defesa, Flávio negou planos de cortes de verbas e atribuiu os problemas atuais a falhas na administração, prometendo combater a corrupção e a burocracia para otimizar o uso do dinheiro público. O parlamentar destacou as longas esperas por exames e cirurgias como gargalos críticos a serem solucionados.

A defesa do SUS e o episódio de 2018

Para ressaltar a importância da rede pública, o senador relembrou o atentado sofrido por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante a campanha de 2018.

“Meu pai foi salvo de uma facada […] na Santa Casa de Juiz de Fora; foi o SUS que salvou o presidente Bolsonaro”, afirmou o senador.

Apesar de garantir a manutenção dos repasses, o candidato do PL criticou a atual distribuição de medicamentos e as dificuldades enfrentadas por famílias que buscam atendimento especializado para crianças, como consultas com neuropediatras e fonoaudiólogos.

Propostas para o setor e críticas à pandemia

Entre as promessas apresentadas, Flávio destacou a expansão das instalações do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a melhoria em equipamentos de preservação de rins para transplante, a renegociação de dívidas das Santas Casas e a atualização da tabela de remuneração de procedimentos, citando valores defasados como os R$ 10 pagos por consulta e R$ 44 por parto. Ele também sugeriu a implementação de um modelo complementar nos moldes do programa adotado em São Paulo.

Em resposta, Lula direcionou o foco para a gestão sanitária do governo anterior, relembrando a condução da crise da Covid-19, a resistência à vacinação e o incentivo a tratamentos sem comprovação científica, como o uso de cloroquina. O petista exaltou o papel dos profissionais de saúde e reiterou questionamentos sobre possíveis cobranças futuras por serviços oferecidos pelo sistema público.

O confronto encerrou a série de debates televisivos da campanha, ocorrendo a poucos dias da votação definitiva que definirá o próximo presidente do país.