23/10/2026

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Melania Trump articula cessar-fogo pontual em Oleshky

A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, conseguiu negociar uma trégua de um dia entre as forças da Rússia e da Ucrânia na cidade de Oleshky, região sul ucraniana dominada por tropas russas, com início marcado para o dia 29 de outubro, conforme divulgado pela Casa Branca nesta sexta-feira (23).

Crise alimentar e destruição na linha de frente Moradores locais têm enfrentado uma deterioração severa nas condições de sobrevivência na cidade, que sofreu graves inundações após o colapso da barragem de Kakhovka.

“A situação em Oleshky é gravíssima. Trata-se de uma cidade na linha de frente do conflito, à beira de um desastre. A população que permanece em Oleshky é composta, em sua maioria, por idosos que necessitam urgentemente de atendimento médico, medicamentos, alimentos e água potável”, declarou Melania Trump no comunicado.

Detalhes da operação humanitária O acordo prevê a interrupção momentânea dos confrontos para a distribuição de suprimentos e a criação de rotas seguras de evacuação.

“Ambas as nações concordaram em interromper temporariamente todas as ações militares em Oleshky para permitir a entrada de ajuda humanitária e preparar a retirada de civis por meio de um corredor seguro estabelecido”, afirmou a Casa Branca em um comunicado.

O planejamento estabelece que equipes desarmadas dos dois países entrem nas residências para prestar assistência e organizar a partida daqueles que optarem por deixar o local, rumo ao território russo ou ucraniano.

Cobertura exclusiva e contexto político A operação contará com acompanhamento midiático, sendo que o canal conservador Newsmax confirmou que suas câmeras terão “acesso exclusivo para documentar a operação”.

Atualmente, Oleshky abriga entre 1.700 e 2 mil pessoas — predominantemente idosos e cerca de 50 crianças —, bem abaixo dos 24 mil habitantes registrados antes do conflito deflagrado em fevereiro de 2022. A iniciativa ocorre em paralelo aos esforços do presidente Donald Trump para pressionar Kiev e Moscou a negociarem o fim da guerra.

“Os moradores que desejarem ser retirados receberão apoio coordenado e transporte para o destino de sua preferência. Prevejo que alguns queiram ir para a Rússia, e outros, para a Ucrânia”, concluiu Melania Trump, que também atua no retorno de menores ucranianos deslocados durante os combates.