Museu do Louvre fecha portas em Paris devido a nova onda de protestos
O Museu do Louvre anunciou que fechará suas portas neste sábado (24) em decorrência da expectativa de uma nova onda de manifestações na capital francesa. A decisão atende a uma diretriz direta das autoridades locais de segurança.
Fechamento preventivo e impacto cultural
Além do ponto turístico mais famoso da França, o Museu Nacional Eugène-Delacroix também seguirá a mesma recomendação e não abrirá ao público. A administração do Louvre informou através de suas redes oficiais que os visitantes que adquiriram bilhetes para a data poderão solicitar o ressarcimento diretamente em sua página na internet.
Esta é a segunda vez na semana que o centro cultural interrompe suas atividades. Na última segunda-feira (19), o local já havia sido obrigado a fechar devido a um bloqueio realizado por estudantes na entrada principal, ato motivado por uma greve organizada por alunos da Escola do Louvre.
Esquema de segurança e mobilização policial
Para conter os atos previstos para este sábado (24), o governo da França mobilizará um contingente de 70 mil policiais e integrantes da Força Nacional em todo o território nacional. O anúncio foi feito pelo ministro do Interior, Laurent Nuñez, que detalhou o emprego de equipes terrestres e aéreas, incluindo o uso de drones e helicópteros.
O ministro garantiu que haverá forte repressão a atos de vandalismo e tentativas de depredação durante as manifestações e declarou a jornalistas: “Olhem as redes sociais: há apelos da esquerda para atacar prédios públicos. Não estamos falando de um protesto pacífico” e completou dizendo que “Estamos preparados para agir com extrema firmeza amanhã e não tolerar nada.”
Contexto de crise e tensão política
A onda de revolta popular foi impulsionada por protestos contra o alto custo de vida e os planos de corte de gastos estatais. O ápice do movimento ocorreu no sábado anterior (17), quando cerca de 500 mil pessoas tomaram as ruas, resultando em mais de 2 mil prisões, confrontos violentos com gás lacrimogêneo e episódios de destruição de patrimônio público e privado.
Como desdobramento da crise, o presidente Emmanuel Macron proibiu manifestações de caráter não sindical, apontando que o partido de oposição França Insubmissa planejava ações insurrecionais para desestabilizar o atual governo.



