23/10/2026

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Preço do ouro desaba no exterior e prata atinge mínima de 2025

O mercado de metais preciosos registrou perdas expressivas nesta quinta-feira (22), com o ouro fechando na mínima dos últimos três meses e a prata despencando para o menor patamar desde 2025.

Desempenho na Bolsa de Nova York

Na divisão de metais da Nymex, conhecida como Comex, o contrato do ouro para dezembro encerrou o pregão com uma baixa robusta de 2,16%, cotado a US$ 4.060,4 por onça-troy. No mesmo sentido, a prata para dezembro sofreu um tombo ainda mais acentuado de 4,7%, fechando a US$ 55,007 por onça-troy.

Durante todo o pregão, o metal dourado operou no território negativo, alcançando o menor patamar desde o mês de julho à medida que o barril do petróleo ganhava força no cenário internacional.

Impacto dos juros e inflação

Analistas da Capital.com apontam que uma queda abaixo da faixa de US$ 4 mil sinalizaria que o mercado parou de precificar o alívio das taxas de juros americanas e começou a apostar em inflação persistente, rendimentos elevados e um dólar mais forte – o que seria um “cenário difícil para o ouro”.

Além disso, o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos reportou uma retração nos pedidos de auxílio-desemprego, evidenciando um mercado de trabalho fortalecido, de acordo com o HFE. Mesmo com esse cenário, a ferramenta Fed Watch, do CME Group, indica que a probabilidade de manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed) na próxima semana permanece em 95%.

Perspectivas para investidores

Apesar do momento de baixa, especialistas do Swissquote avaliam que, para investidores no longo prazo, é interessante acumular posições no metal precioso à medida que os preços caem, levando em conta que a “inflação estruturalmente mais alta, a persistente incerteza geopolítica e a diversificação do setor público se afastando do dólar, sustentam as perspectivas de médio a longo prazo”.

Enquanto isso, a prata sofre pressões adicionais específicas do seu setor. O Zaye Capital Markets explica que o metal prateado recuou ao menor nível desde novembro de 2025 pois “suas aplicações industriais expõem os preços à menor atividade manufatureira e à desaceleração da demanda econômica”. Vale destacar que, em meio a essas variações, o valor de uma barra de ouro chega a US$ 1 milhão.