23/10/2026

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Mineradora canadense amplia área de terras raras em Minas Gerais

A mineradora canadense Libra Energy Materials expandiu expressivamente a área com ocorrência de terras raras no projeto Penelope, situado no estado de Minas Gerais. Diante dos novos achados, a companhia agora estuda a venda do empreendimento ou a busca por parceiros estratégicos para tocar o negócio adiante.

Resultados da primeira campanha de sondagem

Conforme comunicado oficial divulgado na terça-feira (20), a empresa encerrou sua primeira etapa de perfurações na iniciativa brasileira, totalizando 22 furos que somaram cerca de 261 metros. Os exames revelaram novas zonas de enriquecimento desses minerais em camadas próximas à superfície, expandindo a área de mineralização conhecida.

Do total de 15 furos detalhados no relatório recente, dez apresentaram pelo menos uma amostra com teores acima de 500 partes por milhão (ppm) de óxidos totais de terras raras. Além disso, foram detectados teores de gálio — elemento essencial na produção de semicondutores —, somando-se a indícios anteriores de nióbio e tântalo no local.

Foco em lítio no Canadá

Mesmo com os avanços obtidos, a jazida continua em fase inicial de exploração, carecendo de estimativas oficiais de recursos minerais ou de análises de viabilidade econômica. A organização tampouco calculou as taxas de recuperação dos elementos, dados fundamentais para mensurar a viabilidade comercial.

O CEO da Libra, Koby Kushner, afirmou que, embora os resultados indiquem potencial geológico, o projeto brasileiro não faz parte das prioridades de longo prazo da companhia.

“Embora Penelope não seja prioritário para nossa estratégia de longo prazo, acreditamos que o projeto oferece oportunidades de monetização, potencialmente por meio de acordos de aquisição progressiva de participação, joint ventures ou venda”, afirmou.

Modelo de negócio das pequenas mineradoras

Essa conduta faz parte do modelo operacional das chamadas junior mining companies, organizações de menor porte focadas em localizar e validar jazidas minerais. Ao contrário das grandes corporações, essas empresas costumam não ter minas ativas e dependem de aportes financeiros externos para sustentar suas operações.

Nesse formato de mercado, o objetivo é comprovar o potencial de um depósito para comercializar o ativo ou firmar parcerias com grupos de maior fôlego financeiro. Atualmente, a prioridade da Libra está voltada aos ativos de lítio Cisco West e Obamska, situados na província canadense de Quebec.

Embora possua a totalidade das ações do projeto Penelope, a empresa não divulgou se já recebeu ofertas de interessados nem estipulou um preço para uma possível transação comercial.