23/10/2026

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Oms diz que não foi informada sobre viagem ao congo em caso de ebola

A Organização Mundial da Saúde declarou nesta quinta-feira (22) que não recebeu nenhuma notificação sobre a passagem da paciente diagnosticada com Ebola na Nigéria pelo Congo, contrariando uma declaração emitida anteriormente pelo governo de Uganda.

Investigação sobre o histórico de deslocamento

Durante uma coletiva de imprensa online, Pavel Ursu, representante da OMS, afirmou: “As informações fornecidas à OMS não incluíam viagens para outro país (além da Uganda)”. Ele acrescentou ainda: “Segundo os dados que recebemos, a paciente retornou a Abuja no dia 3 de outubro, após ter permanecido na Uganda desde 16 de setembro”.

O caso marca a primeira confirmação da doença no território nigeriano em mais de uma década. A paciente é uma mulher ugandense casada com um diplomata suíço que chegou a Abuja após passar duas semanas de férias em território ugandense.

Patrick Otim, gerente de resposta a emergências da OMS, pontuou que a origem exata da infecção permanece sob investigação, enquanto equipes médicas tentam mapear as unidades de saúde visitadas pela paciente após o surgimento dos sintomas e antes de sua internação em 9 de outubro. Atualmente, ela está hospitalizada e apresenta melhora nos marcadores bioquímicos.

Contexto do surto na áfrica

O atual surto teve início na República Democrática do Congo em meados de maio e já provocou milhares de mortes. A cepa registrada possui alta letalidade, matando cerca de metade dos contaminados sem contar com vacinas ou tratamentos específicos aprovados.

Jean Kaseya, diretor-geral dos Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças, alertou sobre a gravidade da situação através de sua conta na rede social X: “O Ebola agora afeta três regiões da África. A situação exige uma ação urgente e liderança política no mais alto nível”.

As autoridades sanitárias locais monitoram de perto 44 pessoas que mantiveram contato com a paciente infectada — incluindo profissionais de saúde e o marido da mulher —, além de rastrear os passageiros que compartilharam o voo com ela, embora avaliações iniciais indiquem que ela não exibia sintomas durante a viagem.