Brasileira é presa em Bali com cocaína líquida em cosméticos
Uma cidadã brasileira de 36 anos, identificada apenas pelas iniciais TCDS, foi detida pela Polícia Regional de Bali, na Indonésia, após ser flagrada transportando 3,6 quilos de cocaína líquida. Os entorpecentes estavam ocultos em frascos de produtos de cuidados pessoais no terminal de desembarque internacional do aeroporto local.
Risco de pena de morte no arquipélago Devido às rígidas leis do país asiático, conhecidas pela política de tolerância zero contra entorpecentes, a suspeita enfrenta a possibilidade de receber penas severas, que incluem a prisão perpétua ou até mesmo a execução.
A gravidade da situação remete a precedentes históricos envolvendo brasileiros na mesma região. A Indonésia já aplicou a pena capital por fuzilamento contra outros dois nacionais condenados por narcotráfico: Marco Archer Cardoso Moreira, o Curumim, e Rodrigo Muxfeldt Gularte, cujas execuções ocorreram em 2015.
Investigação e antecedentes criminais A operação que resultou na prisão foi conduzida em conjunto com a Alfândega de Ngurah Rai para intensificar o controle de passageiros e mercadorias nas fronteiras. A Diretoria de Narcóticos da corporação policial de Bali segue investigando a rede de fornecedores, a procedência da substância e para onde a carga seria enviada.
Casos anteriores de brasileiros no país chamaram a atenção da opinião pública nos últimos anos. Em 2023, Manuela Vitória de Araújo Farias foi detida no aeroporto da ilha na virada do ano com pacotes de entorpecentes em duas malas. Na ocasião, o chefe da polícia de Bali, inspetor-geral Putu Jayan Danu Putra, afirmou, em entrevista coletiva, que “inicialmente os oficiais do aeroporto suspeitaram de cidadãos brasileiros que chegaram em um voo da Qatar Airways.”
Apesar de enfrentar acusações graves, Manuela conseguiu escapar da pena capital e da prisão perpétua, sendo sentenciada a onze anos de reclusão pela Justiça local. Já em meados de 2025, outro homem do Brasil foi capturado na mesma ilha com 3 kg da mesma droga após um voo originário de Dubai, confessando ter aceitado ordens para realizar a entrega a um desconhecido.
Atualmente, a mulher recém-detida permanece sob custódia na sede da polícia regional enquanto os trâmites legais avançam. O Itamaraty foi contatado para comentar o caso, mas ainda não se manifestou oficialmente.



