21/10/2026

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Polícia faz buscas em casa de vereador após denúncia em SC

A Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do vereador Fabiano Mendes (Podenos), conhecido como Bano, situada no município de Três Barras, no Planalto Norte catarinense. A ordem judicial decorre de investigações conduzidas pelo Ministério Público sobre supostos crimes eleitorais.

Origem da investigação e o áudio polêmico O procedimento investigativo teve início após a divulgação de uma gravação telefônica pelo ex-candidato a deputado federal Hamilton Mendes de Oliveira, o Índio. No material, o parlamentar municipal teria sugerido um repasse financeiro para convencer o concorrente a abandonar a disputa e apoiar Elói Quege (MDB) no pleito.

O vazamento do diálogo ocorreu em setembro, quando o registro foi publicado pelo portal JMais. Na conversa, Bano menciona o valor de dez mil reais com o objetivo de articular a retirada da candidatura opositora em troca de apoio político a outro postulante ao cargo federal.

Defesa e justificativa do parlamentar investigado Por meio de suas redes sociais, o vereador negou qualquer irregularidade e alegou que a gravação foi arquitetada para prejudicá-lo politicamente. Segundo sua versão, a quantia citada não configurava propina, mas sim remuneração por serviços profissionais de comunicação e publicidade.

“Eu falei, eu dou dez mil para você fazer um trabalho para mim, montar meus vídeos, fazer publicidade e tudo mais”, declarou o parlamentar, acrescentando que o montante sairia de seus recursos particulares, sem qualquer uso de dinheiro público.

Posicionamento de Elói Quege e próximos passos Citado no contexto das articulações políticas, Elói Quege também se pronunciou publicamente e negou envolvimento na suposta proposta de cooptação. “Nunca mandei ele oferecer nada para o Índio desistir”, afirmou ao JMais, pontuando que sua intenção era apenas estreitar laços políticos com o então pré-candidato.

A investigação segue em andamento no Ministério Público e na Polícia Civil para apurar a materialidade dos fatos e eventuais responsabilidades criminais decorrentes do episódio.