20/10/2026

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Brasil garante quatro finalistas no mundial de ginástica com retorno de Rebeca Andrade

A seleção feminina brasileira garantiu vaga em quatro finais do Campeonato Mundial de Ginástica Artística 2026, realizado nesta segunda-feira (19) em Roterdã, nos Países Baixos. Com atuação importante de Rebeca Andrade, que volta à competir em mundiais após a última disputa nas Olimpíadas de Paris, em 2024, o time avançou para a decisão por equipes, além de assegurar presenças no individual geral, salto e trave.

O primeiro grande desafio do grupo A final por equipes, que acontece na quarta-feira (21), será o primeiro grande desafio do grupo formado por Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Lorrane Oliveira, Thais Fidelis e Sophia Weisberg. O Brasil se classificou na oitava colocação geral, somando 159.131 pontos, e segue na disputa pelas três primeiras vagas diretas aos Jogos Olímpicos LA28. Outras nações classificadas incluem China, EUA, Itália, Japão, França e Canadá.

Estratégia e foco no salto A volta de Rebeca Andrade para o Mundial de 2026 foi pontual: a atleta optou por se apresentar apenas no salto e na trave, deixando de disputar o solo para focar na construção de uma nova série de barras assimétricas na próxima temporada. O planejamento rendeu frutos no salto, aparelho no qual Rebeca Andrade assumiu a liderança geral das eliminatórias com excelentes execuções (notas de 14.400 e 14.266) e avançou à final em busca do seu terceiro título mundial. Na trave, a ginasta estreou com a nota 13.033 após sofrer uma queda, mas manteve a motivação em alta.

Destaques no individual geral Outro destaque da competição foi Flávia Saraiva, que se classificou para a decisão do individual geral com a 12ª melhor soma das classificatórias (53.566). Além disso, a carioca assumiu a liderança provisória da trave com a nota 14.400, garantindo presença na final do aparelho. Flavinha, que admitiu ter tido um desempenho abaixo do esperado no solo e salto, busca ampliar seu currículo de pódios após as medalhas conquistadas em 2023. A experiente Lorrane Oliveira também assegurou vaga na final do individual geral, entrando na 21ª posição pelo limite de duas atletas por país. Aos 28 anos e após mais de uma década sem competir nos quatro aparelhos simultaneamente, ela fez uma soma de 52.165, com destaque para a melhor nota brasileira nas barras assimétricas (13.700). Thais Fidelis e Sophia Weisberg complementaram as rotações brasileiras abrindo apresentações e garantindo pontos importantes na somatória final da equipe.

Calendário das decisões As disputas por medalhas acontecem ao longo da semana em Roterdã, reunindo as melhores atletas do planeta na busca pelos títulos mundiais em cada aparelho e na categoria por equipes.