Vendedor ambulante é hostilizado por idoso em avenida de SC
Episódio de intolerância política foi registrado em vídeo por profissional que atua em semáforo de Criciúma e repercutiu nas redes sociais

Um vendedor de doces que trabalha na Avenida Centenário, em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, tornou-se alvo de um episódio de intolerância política enquanto exercia sua profissão. O profissional foi abordado por um idoso, que, sem provocação aparente, começou a proferir ofensas contra ele em plena via pública.
Registros de intolerância e repercussão
O momento da abordagem foi gravado e compartilhado nas redes sociais na última quarta-feira (4), alcançando rapidamente mais de 30 mil visualizações. Nas filmagens, um homem de cabelos brancos aparece confrontando o trabalhador, chamando-o de “petista” e declarando que “as empresas” do homem iriam falir.
O vendedor, conhecido como João da Zoe Doces Finos, optou por não revidar as agressões verbais. Ele ressaltou a importância de manter o controle emocional diante de situações de hostilidade. A postura do ambulante foi amplamente elogiada pelos internautas, que destacaram o equilíbrio do vendedor diante da provocação.
Contexto de tensão política no Sul de SC
O incidente em Criciúma foi associado por muitos usuários ao clima de polarização que tomou conta da região após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Comentários na publicação apontaram que o caso não é um fato isolado, citando episódios anteriores de intolerância, como denúncias de xenofobia em unidades de saúde e casos envolvendo símbolos de incitação à violência em veículos.
Rotina de trabalho e superação
Além de enfrentar os desafios das ruas, João utiliza suas redes sociais — onde acumula mais de nove mil seguidores — para compartilhar os bastidores de sua rotina. O vendedor, que atua ao lado da esposa na venda de fatias de torta gelada, estabeleceu uma meta financeira clara: arrecadar R$ 30 mil em dois meses. O objetivo do casal é utilizar o valor para quitar dívidas familiares e estabilizar a economia doméstica. O caso reforça o debate sobre o respeito ao livre exercício do trabalho em meio à crescente onda de boicotes e conflitos ideológicos que têm afetado o comércio e a convivência social em diversas cidades catarinenses.


