Kaio Jorge e Wesley viram alvos do STJD por clássico mineiro
Atacantes da Raposa enfrentam risco de gancho pesado na reta final do Brasileirão após denúncia da Procuradoria.

Os jogadores de ataque Kaio Jorge e Wesley, ambos vinculados ao Cruzeiro, vão a julgamento na 4ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta quinta-feira (5). A Procuradoria da corte apresentou denúncia contra a dupla em decorrência de confusões ocorridas no clássico contra o Atlético-MG, realizado na última quinta-feira (29), na Arena MRV, partida válida pela 33ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro e que terminou com triunfo cruzeirense.
Enquadramento legal e punições previstas Tanto a acusação contra Kaio Jorge quanto a direcionada a Wesley foram fundamentadas no Artigo 258 do Código de Justiça Desportiva Brasileira (CBJD), que trata da conduta de “assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras deste Código”.
Caso sejam punidos pelo tribunal esportivo, os atletas enfrentam a possibilidade de pegar suspensão que varia de uma a seis partidas. Uma eventual punição pode desfalcar o Cruzeiro justamente nos compromissos decisivos que restam no calendário do Campeonato Brasileiro.
A comemoração e as provocações de Kaio Jorge Autor do tento que garantiu a vitória celeste na casa do adversário, Kaio Jorge protagonizou momentos de provocação direcionados aos atleticanos presentes na Arena MRV. Logo após balançar as redes, o camisa 19 colocou o dedo indicador nos lábios, fazendo sinal de silêncio para a torcida rival nas arquibancadas.
Encerrado o confronto, o centroavante ainda realizou a mímica de jogar milho no gramado do estádio. As brincadeiras e provocações do jogador se estenderam para além do campo, aparecendo também em declarações dadas à imprensa e em postagens nas redes sociais, mirando tanto os torcedores quanto os atletas do clube oponente.
A acusação e a defesa em relação a Wesley Por sua vez, o atacante Wesley acabou citado por supostamente direcionar um gesto obsceno a torcedores mirins do Atlético-MG que ocupavam um setor da arquibancada próximo à área dos bancos de reservas. Embora o árbitro Raphael Claus não tenha aplicado cartão no momento do lance, o fato foi devidamente registrado na súmula oficial da partida.
Em declarações concedidas na zona mista após o apito final, o próprio Wesley confirmou a realização do gesto, mas negou veementemente que o alvo fosse uma criança, contrariando a acusação feita pelos atleticanos. O atacante disse que foi para um torcedor que atirou um objeto em direção ao banco do Cruzeiro.
Impacto para o restante da temporada A sessão do STJD desta quinta-feira definirá o futuro imediato dos jogadores na competição nacional. Com o torneio em sua fase mais crítica, a ausência de qualquer um dos atacantes representará um problema para a comissão técnica cruzeirense na tentativa de assegurar os objetivos traçados para o restante da Série A.


