Ainda estou aqui completa dois anos da histórica vitória no oscar
Longa dirigido por Walter Salles colocou o Brasil no topo da premiação mais importante do cinema mundial após uma campanha intensa.

Neste sábado (7), a estreia do filme “Ainda Estou Aqui” completa dois anos desde o seu lançamento inicial, marcado por uma trajetória de grande repercussão internacional e por um feito inédito para o cinema nacional ao vencer o Oscar de Melhor Filme Internacional.
Da estreia em Veneza ao topo do mundo
Dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres, no papel de Eunice Paiva, e Selton Mello, como Rubens Paiva, o longa retrata a rotina da família carioca que também conta com o filho Marcelo e mais quatro filhas. O cineasta, que era amigo da família, decidiu transformar a história real em uma produção cinematográfica de grande impacto.
O circuito de festivais começou em setembro de 2024, no Festival de Cinema de Veneza, onde a obra foi ovacionada por dez minutos pelo público presente. Na ocasião, além de integrar a seleção oficial, o título garantiu o prêmio de Melhor Roteiro para Murilo Hauser e Heitor Lorega.
Campanha internacional e premiações
Após o debute de destaque na Itália, a produção foi escolhida pela Academia Brasileira de Cinema para representar o país na disputa da estatueta dourada. O trajeto até a premiação principal incluiu passagens por eventos renomados em cidades como Nova York e Londres, acumulando mais de 50 prêmios em diferentes países.
Um dos momentos mais marcantes dessa jornada ocorreu no Globo de Ouro, quando Fernanda Torres venceu a categoria de Melhor Atriz em Filme de Drama, marcando um momento histórico para as atrizes brasileiras em solo internacional. A obra também concorreu na categoria de Melhor Filme de Língua Estrangeira no mesmo evento.
A consagração no Oscar e o impacto histórico
Em março, durante o feriado de Carnaval, a consagração definitiva veio com a vitória na principal premiação da indústria cinematográfica. A crítica especializada apontou que a excelência técnica, a sensibilidade na condução da narrativa e o retrato sensível do período da ditadura militar foram determinantes para o sucesso estrondoso junto ao público e aos votantes da Academia.
Antes desse triunfo, a última indicação do Brasil ao prêmio havia ocorrido em 1999 com “Central do Brasil”, também comandado por Walter Salles. Com o prestígio alcançado pela obra, o cinema nacional abriu novos caminhos de visibilidade e segue mobilizando o público e festivais ao redor do globo.


