banner-anuncie-aqui
previous arrow
next arrow
Brasil

Consumo de gás natural no Brasil dispara no primeiro semestre

Demanda por geração elétrica e alta no setor industrial impulsionam avanço da matriz energética nos primeiros seis meses do ano

Consumo de gás natural no Brasil cresce 15,4% no primeiro semestre

O volume de gás natural movimentado no mercado brasileiro registrou uma alta expressiva de 15,4% durante o primeiro semestre deste ano, conforme levantamento divulgado pela Abegás (Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado).

Geração elétrica lidera alta A média diária de gás distribuído no país alcançou 57,5 milhões de metros cúbicos nos primeiros seis meses, superando a marca de 49,9 milhões registrada no mesmo período do ano anterior. O principal motor dessa expansão foi o setor de geração elétrica, que disparou 49% e passou de 11,4 milhões de m³/dia para 17 milhões de m³/dia. Tradicionalmente, com o término do período de chuvas no mês de março, o acionamento de usinas termelétricas aumenta, elevando a demanda pelo insumo.

Indústria e outros setores O segmento industrial, que responde pelo maior volume de consumo no território nacional, avançou 4,5% e atingiu uma média de 30,8 milhões de m³/dia, comparado aos 29,5 milhões contabilizados no ano passado. A entidade também apontou crescimentos no uso residencial, que subiu 2,3% para 1,5 milhão de m³/dia, e na categoria de matéria-prima, com alta de 8% e média de 556,3 mil m³/dia. Por outro lado, o comércio manteve estabilidade com 881 mil m³/dia, enquanto os mercados automotivo e de cogeração fecharam o período com quedas.

Desafios e segurança energética Para o diretor executivo da Abegás, Marcelo Mendonça, o salto na demanda elétrica demonstra o papel estratégico do combustível para a segurança energética do Brasil.

“Outra agenda importante é promover a redução de custos em infraestruturas, concluindo a revisão tarifária no transporte de gás”, disse.

O dirigente ressaltou que as prioridades para o futuro incluem a ampliação da infraestrutura de escoamento, a interiorização da oferta e a evolução das normas regulatórias.