Panamá volta a usar antiga prisão em ilha e gera alerta da Unesco
Território que abrigou colônia penal marcada por trabalhos forçados é atualmente reconhecido como Patrimônio Mundial

O governo do Panamá realizou a transferência de 29 prisioneiros para um território insular que funcionou historicamente como uma temida colônia penal. A medida acendeu um alerta internacional a respeito da preservação da região, que acumula um histórico sombrio de abusos e submetia detentos a regimes de trabalhos forçados.
Impacto ambiental e histórico A retomada do uso carcerário na localidade coloca em risco o status da área, que atualmente ostenta o título de Patrimônio Mundial da Unesco. Especialistas e ambientalistas temem que a presença de detentos comprometa a integridade ecológica e a proteção conquistada ao longo dos anos após o fechamento da antiga penitenciária.
Preocupações internacionais A decisão oficial de enviar novos detentos para o local gerou debates acalorados sobre os rumos da política de segurança pública do país frente às normativas de conservação ambiental. Autoridades locais e organizações de direitos humanos acompanham de perto os desdobramentos dessa movimentação para evitar retrocessos na proteção da zona insular.



