Governadores se unem contra o crime organizado e Santa Catarina reforça monitoramento

0
190
Governador Jorginho Mello se reuniu com outros governadores no RJ para criar o “Consórcio da Paz” e reforçar combate ao crime organizado. – Foto: Divulgação/Secom GOVSC

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, participou nesta quinta-feira (30), no Rio de Janeiro, de um encontro que reuniu governadores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste para discutir uma ampla aliança contra o crime organizado. Durante a reunião, ficou definida a criação do “Consórcio da Paz”, proposta sugerida por Mello, que integra os estados no combate às facções criminosas.

O governador destacou a importância da autonomia dos estados para lidar com a realidade local, com suporte financeiro da União, e ofereceu o apoio de Santa Catarina ao Rio de Janeiro. “O nosso objetivo é defender o cidadão de bem, o pai de família, o mais humilde que está inseguro, com medo. A nossa polícia é uma das melhores do Brasil e está à disposição para ajudar a família brasileira onde quer que ela esteja”, afirmou.

Além da criação do consórcio, os governadores discutiram medidas de pressão por legislações mais rigorosas contra facções, tipificação de terrorismo e o bloqueio do patrimônio financeiro do crime, assim como o compartilhamento de bancos de dados e imagens para reconhecimento facial.

Monitoramento reforçado em Santa Catarina

Enquanto os estados se unem para enfrentar a criminalidade, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-SC) e as forças de segurança catarinenses reforçam o monitoramento da possível migração de criminosos do Rio de Janeiro para Santa Catarina. O secretário de Estado da Segurança Pública, coronel Flávio Graff, destacou que a contenção de facções é constante, com prisões de integrantes de organizações como o Comando Vermelho, e que o estado mantém baixos índices de criminalidade.

O comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina, coronel Emerson Fernandes, explicou que há monitoramento contínuo nas fronteiras e estradas vicinais, prevenindo a entrada de criminosos. A Polícia Civil, por sua vez, concentra esforços em inteligência para identificar lideranças, prender integrantes e desarticular operações das facções no território catarinense.

“Santa Catarina tem todos os territórios sob controle, diferente do Rio de Janeiro, onde facções detêm poder sobre regiões e exploram economicamente o território. Aqui atuamos de forma preventiva e contínua”, afirmou o delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel.

Investimentos e ações estratégicas

O combate ao crime organizado em Santa Catarina conta com investimentos superiores a R$ 95 milhões, incluindo a criação do Cyber Laboratório da Polícia Civil e a aquisição de 440 novos fuzis israelenses. A estratégia da Polícia Civil também inclui bloqueio de patrimônios, resultando na desmobilização financeira de grupos criminosos.

O sistema prisional estadual segue sob monitoramento rigoroso e não apresenta reflexos das operações fluminenses. Paralelamente, o governo catarinense acompanha a decisão do Paraguai de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, medida que visa intensificar a repressão às redes criminosas e ao financiamento das facções.

O encontro reforça o compromisso de Santa Catarina em integrar forças com outros estados, garantindo segurança à população e fortalecendo ações preventivas e de inteligência contra o crime organizado.