O governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, anunciou na última quarta-feira (9) uma nova tarifa de 50% sobre diversos produtos importados do Brasil. A medida, que entra em vigor no dia 1º de agosto de 2025, deve impactar diretamente o comércio bilateral, tornando os artigos brasileiros mais caros em território norte-americano.
Entre os principais itens afetados estão o petróleo bruto, aeronaves, café, carne bovina e derivados de petróleo. Os dados de exportação, referentes ao primeiro semestre de 2025, mostram que o Brasil exportou mais de US$ 2,3 bilhões apenas em petróleo para os EUA. Veja abaixo a lista dos 10 produtos mais exportados pelo Brasil aos Estados Unidos neste período:
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Petróleo bruto – US$ 2,378 bilhões
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Semiacabados de ferro e aço – US$ 1,518 bilhão
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Café – US$ 1,172 bilhão
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Aeronaves – US$ 876 milhões
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Derivados de petróleo – US$ 830 milhões
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Sucos de frutas (principalmente laranja) – US$ 743 milhões
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Carne bovina – US$ 738 milhões
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Ferro fundido – US$ 683 milhões
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Celulose – US$ 671 milhões
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Máquinas e equipamentos pesados – US$ 568 milhões
Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 40 bilhões para os Estados Unidos, o que representou uma alta de 9,2% em relação a 2023. Apesar do crescimento, o saldo da balança comercial foi favorável aos norte-americanos em mais de US$ 250 milhões.
A medida foi justificada por Trump em uma carta enviada ao governo brasileiro. No documento, o presidente norte-americano alegou que a relação comercial entre os dois países é “muito injusta” e apontou desequilíbrios provocados por políticas tarifárias e barreiras comerciais brasileiras. Ainda segundo Trump, a tarifa de 50% “é muito menor do que o necessário para termos condições de concorrência equitativas”.
O documento também menciona o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que é réu no Supremo Tribunal Federal por envolvimento em suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022. Trump classificou a situação como uma “caça às bruxas”.
A decisão gerou repercussão entre empresários e analistas de comércio exterior, que alertam para o possível impacto nas exportações brasileiras e nas relações bilaterais entre os dois países. O governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre o anúncio.




























